quarta-feira, 23 de julho de 2008

Até quando ...

... devemos insistir na reabilitação de uma pessoa?
Até que eu, tu ou ele(a) se cansem?
Até à exaustão plena?
Até ...
A questão é simples mas a resposta nem por isso.
Quando tudo fizemos, ou pensamos ter feito para "ajudar" o outro e do lado de lá vemos constantes avanços e retrocessos. Quando as lágrimas e a tristeza são mais frequentes.
Quando finalmente pensamos ter chegado lá ... a queda é ainda maior.
Como lidar com isto tudo? Como gerir as emoções? Como controlar tudo o que queremos dizer ao outro sem o derrubar ainda mais?
Acima de tudo estamos a falar de uma pessoa em todo o seu SER. Com direitos e deveres e com autonomia para uma tomada de decisão.
Se essa decisão for desistir devemos aceitá-la? À partida sim mas fica sempre o e SE ...
Pensem nisso. Pode ser que finalmente surjam respostas.
Fiquem bem.

Um comentário:

t'elmo disse...

uma das coisas que ensinam na formação de SBV (Suporte Básico de Vida), é que uma vez iniciadas as manobras - massagem cardíaca -, apenas poderemos parar por um destes motivos: 1. alguém mais "graduado", ou com mais autoridade, nos ordena tal, pois já não à mais nada a fazer, ou 2. em caso de exaustão.

mas quem é que tem autoridade para dizer "CHEGA"? no entanto, parte do nosso caminho enquanto pessoas e técnicos, passa por nos conhecer-mos enquanto tal, saber os nossos limites, o que nos faz vibrar, o que nos faz tremer. sabendo isso (que não é de todo fácil!), saberemos, à partida, como iremos reagir no calor da luta, saberemos o que esperar de nós. no entanto, temos também de ter a consciência, de que iremos sair diferentes dessa "luta"...
não quero aqui deixar uma resposta, até porque ainda não a encontrei, mas haverá aqui muito a ser explorado ainda, como a personalidade, etc.
poderei eu desistir de reabilitar alguém? não sei. posso eu desistir de me reabilitar/transformar? certamente que não!
então que caminho poderei eu escolher? como disse, não tenho solução, tenho no entanto uma citação, cujo autor desconheço
"a cabeça diz o que fazer e o coração se é correcto ou não"